Enquadramento dos testes rápidos na panorâmica de testes COVID-19 e sua finalidade

Os testes podem ser agrupados por fundamento científico, tipo de tecnologia, utilizador a que se destina e local de realização do teste. A compreensão correta da interação das definições dos dispositivos é essencial para uma utilização adequada dos mesmos. 

Do ponto de vista científico existem 2 subtipos: os que detetam o vírus SARS-CoV-2 e os que detetam a exposição anterior ao vírus.

Dentro dos que detetam o vírus, temos os que o fazem pela pesquisa de material genético, por RT-PCR (transcríptase reversa associada à reação em cadeia da polimerase) – gold standard para o diagnóstico; e os que detetam componentes do vírus, tais como proteínas da sua superfície – testes de antigénio. Como veremos, atualmente, estes últimos passíveis de utilização para diagnóstico.

Dentro dos que detetam a exposição anterior ao vírus, temos os designados testes serológicos.

Estes, como sabemos, não são adequados ao diagnóstico da infeção por SARS-CoV-2. Têm, por isso, utilização clínica limitada. Podem ser úteis em estudos epidemiológicos de seroprevalência para estudar a exposição prévia ao SARS-CoV-2 e, com isso, determinar o nível de imunidade de uma determinada população. Como veremos, a sua utilização está limitada a estes estudos.

Bibliografia

  • Testes Laboratoriais para SARS-CoV-2; Testes Rápidos. Circular Informativa Conjunta INFARMED/DGS/INSA nº 003/CD/100.20.200, de 27/05/2020